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18 de setembro de 2010

Recomendo


Já trabalho há alguns anos e sempre me esforcei muito para desempenhar as funçoes necessárias. Como a maioria das pessoas, tive empregos bons e outros nem tantos, tive chefes chatos e também aqueles que me ensinaram muito, colegas que me ajudaram e outros que tentaram atrapalhar... a vida é assim pra quase todo mundo.
Graças a Deus aprendi muita coisa e defini minha carreira me especializando em concreto e seus respectivos insumos. Nunca fui um aluno muito aplicado, mas sempre me dediquei muito no aprendizado da vida profissional.
Passei por empresas de grande porte e de pequeno porte, mas no ano passado recebi uma proposta para trabalhar em Florianópolis/SC e aceitei. Vim pra esta cidade sem conhecer nada, nem ninguém, apenas fiz algumas consultas na web. Tem que ter coragem.
Já tive propostas muito boas para voltar pra BH, com boas condições de trabalho e não aceitei, mas hoje consigo ver um pouco mais do que quero para a minha vida, gosto de caminhar na praia, comer bem, olhar o mar ao longe, ver a cidade limpa, e curtir a cidade nesse clima gostoso de cidade turística.
Nessa ilha da magia o que eu mais quero é viver o aqui-e-agora da melhor maneira possível e saber administrar meus desejos, quero usar minha impulsividade para alcançar os sonhos e aproveitar a racionalidade para que eles permaneçam sendo possíveis de serem vivenciados.
Tento misturar o prazer com o trabalho, visitando clientes e aproveitando os locais de obras, explorando os locais interessantes dos estados que atuo. E nas minhas visitas tento aliviar a pressão diária com pequenos momentos de relax, férias de poucos minutos olhando o mar, almoço num restaaurante praiano, envio de emails ou pedidos de frente para uma bela paisagem ou sentindo o prazer de pisar na areia num dia de calor após um itenso dia de labuta... recomendo !





17 de setembro de 2010

Saia da acomodação


Quando faço um flashback de alguns momentos de minha juventude, lembro de situações pessoais e profissionais onde a palavra de ordem era: Saia da acomodação!

Isso muitas vezes me arrebatou, era uma inquietação sem tamanho, aquilo me corroía por dentro, apesar que as vezes uma boa noite de sono me fazia esquecer tudo e recomeçar as idéias. Horas depois vinha aquela louca, doida, insana vontade de jogar tudo pro alto e correr riscos.


O mais legal que o tamanho dos riscos a gente define, a sensação de grandeza é totalmente relativo, já larguei um emprego sem ter nada em vista, me mudei para uma cidade que não conhecia ninguém, comprei uma casa sem ter dinheiro, comprei um chocolate meio amargo, experimentei brócolis, dentre tantas coisas mais. E tudo isso me serviu para aprender mais sobre quem sou e confesso que não sei muito sobre mim ainda... rsrsrsrs


Como engenheiro sei o quanto a inércia nos afeta, começar a movimentar é dificil, depois é só colocar um pé atras do outro, mas até lá (Oh My God!). Meus maiores desafios foram na vida amorosa, essa incrível jornada de se apaixonar a cada dia, não se apaixonar nunca, amar alguém como se mais nada existisse ou amar tanto a si que ninguém é capaz de merecer esse amor.


Na verdade nós homens somos definidos pelas nossas mulheres, é como um tapa na acomodação sempre pensei nisso, quem melhor do que uma mulher para nos acordar, chacoalhar e dar um novo rumo em nossas vidas? Uma mulher constrói ou destrói um homem. Já destruí e fui destruído, é um lego sem fim.


E por quem vivem as mulheres ? Se há aquelas que vivem só para si mesmas em algum momento de suas vidas elas também viveram por um homem.

Apesar do feminismo, não é crime uma mulher viver por um homem, sem se anular por ele ou ser sua escrava, mas uma mulher que o ama, ama, ama e luta por ele. Todo homem sabe que uma mulher é a chave do seu tempo, é através dela que o homem identifica seus níveis de amadurecimento, a cada descoberta tem-se o charme de uma etapa. E toda mulher sabe que no fundo, nós homens somos todos iguais no discurso e em algumas atitudes, mas é com a intimidade que revelamos se somos sapos ou Príncipes. E com um pouco ainda mais de tempo somos sapos e príncipes, depende do estado de espirito.


Que loucura !!! Sair da acomodação nem sempre é fazer uma mudança brusca na vida, um rompimento, um desvio de foco, uma alternativa radical, mas sim uma nova visão das coisas, uma tentativa de equilibrar as responsabilidades e os fomentos do individuo. A felicidade acompanha nossas realizações, desde uma grande promoção no trabalho, quanto o deleite de um picolé magnum. Que bom seria poder tirar umas férias das responsabilidades, dos compromissos, das DR´s e afins... infelizmente isso não é possível, a vida como ela é.


Há uma sensível diferença entre aquilo que a gente quer e aquilo que a gente realmente precisa. Deixar de ter aquilo que a gente deseja nos trás muitas frustrações, mas como a vida é feita de escolhas é preciso sempre optar.O que machuca mais? Deixar de beijar alguém que você deseja ardentemente ou quebrar o coração de alguém que te ama pelo o que você é? Viver uma loucura sem precedentes na sua história, secretamente, ou passar o resto da vida lamentando por ter cometido um grave erro? Todas essas perguntas são extremante dificeis de responder.


Com a Mari conheci "O amor calmo, seguro, sereno, companheiro, encontrei algúem que tanto procurava, pra construir, crescer, formar uma família, que me faz feliz. Uma pessoa em quem eu confio plenamente, que me coloca nas alturas, me trata bem, com carinho, eu amo.". Nossos primeiros meses de casado foram dificies, com desgastes, lutas e aprendizado.


Mas todas as caracteristicas dela que eu tanto gostava me fizeram focar nisso e querer ter algo concreto. O mais importante pra mim é continuar a olhar o mundo com olhos de ternura, pois, fomos aprendendo a nos conhecer como casal e como individuo unico, como pessoas companheiras, com beijos apaixonados, com olhares que brilham, mas também somos egoístas nos anseios separados, na hora de assitir ao futebol, de escutar um CD de rock no volume máximo, enfim, mas temos um objetivo em comum que nos une definitivamente. Nosso objetivo é fazer o outro feliz, sem nos anular, sem escravizar, somos sonhadores que sonham acordados.

16 de setembro de 2010

Para amigas


Conheço muitas mulheres com fascinação por homens poderosos. É aquela velha história que ela é criada com a idéia de que tem quer ser protegida e como ela procura o que é melhor para ela nada melhor que o poder para a proteção máxima. São românticas a todo custo.
Esse romantismo muitas vezes é prejudicado com uma visão de homem ideal, tantas e tantas vezes cobrando dos "namoridos" um comportamento totalmente exemplar, querendo que ele ofereça um estereótipo de principe encantado ou algo parecido.
Ninguém é forçado a gostar de ninguém. Uma parte considerável de nossas escolhas é consciente. Você pode se sentir atraído por um “tipo” de pessoa, que ,aliás, é algo muito discutível pois o que deve prevalecer não é o tipo e sim o carinho, a maneira de tratar, o quanto a pessoa se esforça para lhe arrancar um sorriso, o amor, a quimica e outras coisas mais...


O homem cresce com aquele desejo de ser “garanhão”, o tal instinto masculino que ele usa para justificar sua conduta sexual. Pode ser até verdade que se pense assim, mas o passar dos anos deve amadurecer a cabeça do homem e ensiná-lo a ver a mulher com mais respeito e adimiração. É institivo o comprometimento e a estabilidade com o passar do tempo, quando o homem não quer isso, significa que ele ainda não está pronto ou não quer. Nós só podemos dar aquilo que temos. E se é possível perceber que alguém não tem aquilo que você quer para dar e insiste em querer que te dê, desculpe, mas você não está sendo muito “esperta”.


Não gosto de ver algumas amigas, sofrendo ou se martirizando de alguma maneira por algum cara que não a valoriza o quanto ela merece, ou que a trata de maneira infantil, ou ainda leva o namoro como um passatempo, mas claro, por mais clichê que seja a frase é verídica: Só quem está vivenciando sabe o que realmente acontece no relacionamento.
Quem me conhece sabe que já fui bastante "levado", e gostava de curtir a vida, sem me importar muito com minhas companheiras, mas com o passar do tempo vem o amadurecimento, o compromisso e a real vontade de ter uma familia com alguém que voce acha simplesmente EXTRAORDINÁRIA, seu objetivo a partir de um certo momento é faze-la feliz e com isso sua felicidade também vem, como diria meu amigo Isaac Newton em sua famosa lei da ação e reação. Claro que com bases estruturadas no diálogo e companheirismo.
Pra terminar vou deixar uma frase do Teatro Magico: "Quero voce inteira e minha metade de volta..."

14 de setembro de 2010

01 ano se passou


Olá amigos, 01 se passou desde minha ultima postagem e muita coisa mudou. Fiz 31 anos, me desliguei da Retech, me ingressei numa nova empresa, me transferi para SC, fiquei um tempo longe da esposa e dos amigos.


Foi uma mudança e tanto, hoje vivo em Florianópolis, trabalho numa empresa que me exige viagens pelos 03 estados do Sul, tenho tido grandes oportunidades de conhecer novas cidades e lugares onde sempre quis conhecer.


As preocupaçoes e os anseios continuam mudando apenas de endereço. Graças a Deus estou muito feliz, bem casado, ao lado de uma mulher incrível. Vivo numa cidade extremamente gostosa e que me propicia boa qualidade de vida.


Sinto muita falta da familia, dos amigos, dos lugares que eu frequentava.... mas a vida continua e espero sempre poder visitá-los e recebe-los em meu novo lar.


Pois bem, vou continuar escrevendo no blog e deixando esse espaço para divulgar pensamentos, experiencias e coisas ao meu redor

17 de agosto de 2009

Fiz 30 anos


"Fazer 30 anos é, entre tantas coisas, finalmente reconhecer a total desimportância que você ou o seu aniversário tem para o mundo. Dessa forma, começar uma postagem com a frase “fiz 30 anos” é de uma sem-vergonhice incompatível com a idade de 30 anos. Esse é o tipo de pensamento que os seres humanos começam a ter com 30 anos. Até os 30 anos, vivi como se fosse uma entidade incorpórea.

Com a idade premiada, vem a descoberta: você mora num corpo e esse corpo não é oco. Aos 30 anos, descobre-se onde fica o fígado, o pâncreas, os rins. Não num livro de anatomia, mas através de pontadas no abdômen. Aos 30 anos, você percebe que seu coração esgarçado não é simplesmente uma metáfora, que ressacas podem durar três dias, e cogita a hipótese de parar de entupir suas veias com lixo.

Esse é o tipo de preocupação que os seres humanos começam a ter com 30 anos.Há dez anos, fazer 30 era simplesmente uma irrealidade tão distante quanto um exame de próstata. Hoje, imagino o que vou fazer da vida quando (ou se) chegar aos 50 – preciso começar agora a pagar à previdência, comer fibras, escrever minhas memórias, voltar a correr, ler “Em busca do tempo perdido” e fazer um check-up dentário. Esse é o tipo de lista que os seres humanos começam a fazer com 30 anos.Hoje, vejo que aos 20 era um imbecil que não sabia nem dar bom dia a uma mulher, como diria Nelson Rodrigues. Aos 40, espero não chegar à mesma conclusão quando reler essa crônica. E, sobretudo, não me arrepender demais do trecho da minha biografia correspondente à década que começa hoje.

Preocupar-se com a opinião que você terá sobre si mesmo no futuro é o tipo de antecipação inútil que os seres humanos começam a ter com 30 anos. Com três décadas nas costas, você já sabe qual é a janela de onde você enxerga o mundo, e esse é o tipo de visão que os seres humanos começam a ter com 30 anos.Aos 30 anos, você sente essa compulsão estúpida por fazer contas: quantos ossos quebrados, quantas linhas publicadas, quantos endereços, quantas vezes pra sempre. E, assim, cede à tentação estéril de buscar algum sentido ao colocar as coisas em perspectiva, ilusão típica de seres humanos que completam 30 anos.

Tudo o que você não é, ainda pode ser a partir dos 30 anos - com óbvias exceções como astronauta, atleta olímpico ou concertista de piano. Ainda dá tempo de escrever a grande obra, ser uma estrela do rock, morar num veleiro e começar a fazer cinema. Esse é o tipo de pretensão delirante e desesperada onde os seres humanos podem, ainda, se refugiar aos 30 anos. No entanto, algo acompanha os 30 anos que é mais importante do que todo o resto: a convicção cristalina de que seus bons defeitos não tem cura. De que você é um acidente esperando para acontecer desde que nasceu. De que, depois de cada desastre, a vida seguirá - até que acabe.

Esse é o alívio possível, essa é a saída – essa é a iluminação do homem de 30 anos. E aí ele se aproxima, não do homem de 20 ou de 50, mas do homem de cinco, do homem relaxado, tranqüilo e bem resolvido que era quando tinha cinco anos."

(Joao Paulo Cuenca - Colunista RJ)